Efetuar uma boa gestão de riscos é essencial para garantir que sua empresa esteja mais protegida e atue de modo eficiente. Veja dicas para fazer esse gerenciamento com efetividade!

O que é e como fazer gestão de riscos de maneira eficiente?

Os riscos correspondem às probabilidades de ocorrer uma situação indesejada e potencialmente prejudicial. Eles também podem ser vistos como ameaças ao alcance de um desempenho de interesse. Logo, fazer uma boa gestão de riscos é essencial para a empresa operar de modo mais eficiente e satisfatório.

Para que isso seja possível, é preciso tanto identificar os riscos quanto implementar medidas concretas de mitigação dessas situações. Assim, é possível evitar perdas financeiras, otimizar o uso dos recursos e ampliar a lucratividade.

Quer entender como fazer a gestão de riscos no negócio? Continue a leitura e veja o que fazer!

Organize o ambiente

Para acertar no gerenciamento de riscos, é essencial começar pela organização do ambiente. Ou seja, é necessário ter visibilidade sobre as questões mais relevantes do negócio, de modo estruturado.

Isso significa que você deve focar, por exemplo, em observar o mapeamento de processos. Assim, é possível compreender quais pontos exigem mais atenção e como é possível dividir os riscos por áreas de interesse.

Defina os objetivos da gestão

Depois de organizar os processos e informações, é essencial estabelecer quais são os objetivos da gestão de riscos. A intenção é estabelecer o que a empresa espera alcançar com esse processo, de acordo com as necessidades e expectativas.

Nessa etapa, é especialmente importante estabelecer prazos para a conclusão dessa etapa. Assim, é possível garantir que o processo aconteça de modo eficiente, com orientação ao uso estratégico dos recursos da empresa.

A definição de objetivos também ajuda a alinhar as expectativas quanto aos resultados desse gerenciamento. Assim, é possível saber quais são os resultados viáveis alcançar com essa etapa.

Identifique e analise os riscos

Depois dessa preparação inicial, é importante partir para o reconhecimento efetivo dos riscos. Nesse sentido, é importante ter especial atenção com a questão de categorização dos riscos. Isso envolve considerar, por exemplo, que existem diferentes tipos de riscos que podem aparecer.

Há o risco econômico, que está relacionado à gestão dos recursos e à saúde financeira. Também existe o risco operacional, que reúne as situações que podem afetar a capacidade da empresa de operacionalizar suas atividades. Já o risco legal envolve questões como obrigações junto aos documentos ou ao cumprimento da proteção de dados, entre outras questões regulatórias.

Nesse momento de identificação, é essencial fazer um levantamento dos pontos principais e categorizá-los. Pense em uma financeira que usa apenas a documentação física. Nesse caso, há riscos legais, como o de vazamento de dados sensíveis dos clientes e possíveis clientes.

Também há riscos operacionais, já que os processos de avaliação e liberação de crédito podem se tornar menos eficientes. Ainda, há um risco econômico, pois a empresa pode acabar liberando recursos sem uma boa análise de crédito e, assim, sofrer com o aumento da inadimplência.

Crie uma matriz de riscos

Depois de identificar quais tendem a ser os riscos principais, é importante entender qual é a gravidade de cada um. Assim, é possível priorizar as questões mais relevantes ou de maior impacto, o que ajudará a compreender onde focar esforços.

Uma ferramenta simples, mas que pode ser muito útil é a matriz de riscos ou matriz GUT. Ela serve para determinar a gravidade e a iminência de acontecer. Para montá-la, você deve analisar os riscos sob 3 critérios principais:

  • Gravidade;
  • Urgência;
  • Tendência.

É preciso dar pontos, de 1 a 5, para cada categoria. Logo, 1 é o risco menor urgente, menos grave ou menos provável. Já o 5 é dado ao risco mais grave, mais urgente ou mais provável.

Ao final, você deverá fazer a soma dessas notas. Os riscos com maiores resultados devem receber a prioridade absoluta, pois são mais iminentes, impactantes e/ou prováveis. Assim, é possível direcionar melhor os esforços.

Além da própria matriz GUT, existem outros recursos que podem ajudá-lo a analisar e priorizar os riscos. O importante é fazer esse processamento para definir, claramente, por onde começar.

Elabore planos de ação

Tão importante quanto identificar os riscos é agir sobre eles. Por isso, uma parte crítica da gestão de riscos envolve criar planos de ação que sejam eficientes para lidar com as situações monitoradas.

A ideia é estabelecer quais são as medidas necessárias e quais são os pontos que devem ser considerados para mitigar cada situação avaliada. Assim, a ideia ainda não é agir e, sim, criar um planejamento para saber como proceder diante do cenário avaliado.

Além de estabelecer as medidas específicas, é fundamental definir responsáveis — tanto os setores quanto os profissionais. Assim, é possível ter mais controle e organização sobre a adoção dessas medidas, favorecendo o gerenciamento.

Faça o tratamento dos riscos

Após a criação do plano de ação, é preciso colocá-lo em prática. Dessa forma, será possível realizar o tratamento dos riscos, agindo efetivamente contra eles.

O tratamento deve ocorrer de acordo com o impacto e com os resultados esperados e também deve usar as ferramentas corretas. Se o problema da empresa é a gestão de documentos físicos que ocorre de ineficiente, por exemplo, não adianta implementar processos visando à eficiência, mas que mantenham o uso físico de informações.

Em vez disso, o tratamento efetivo do risco passa por uma adoção da gestão eletrônica de documentos. Somente dessa forma será possível centralizar as informações, aumentar a segurança e ter eficiência. Logo, é fundamental pensar na realização de um tratamento efetivo para os riscos.

Monitore a efetividade das ações

Ao agir sobre os riscos, também é importante garantir que a abordagem tem funcionado conforme o esperado. Para tanto, é essencial monitorar o nível de eficiência das ações e como elas têm ajudado a melhorar a atuação da empresa.

Dessa forma, fica mais fácil identificar quais são as medidas mais eficientes, qual é o novo nível dos riscos e o que pode ser aprimorado ou modificado. Desse modo, torna- se mais fácil agir de modo estratégico.

Como você acompanhou, a gestão de riscos é essencial para o sucesso e para a proteção do negócio. Com etapas bem definidas e foco em planejamento, ação e monitoramento, é possível mitigar os riscos e seus impactos, otimizando a atuação geral da empresa.

Como você gerencia os riscos da empresa? Quais são seus maiores desafios? Deixe um comentário e participe!